Sustentabilidade na prática

Crianças e jovens conscientes, capazes de modificar a realidade de um planeta ameaçado pela poluição ambiental. Além de colocar a sustentabilidade como conteúdo permanente no currículo escolar, uma escola em Nova York, nos Estados Unidos, tem mostrado queo tema exige prática. A professora Vicki Sando, da escola PS 41, em Greenwich Village, foi pioneira na iniciativa, lá em 2003, quando criou um telhado verde na cobertura. Passados 12 anos – e investidos US$ 2 milhões (R$ 6,1 milhões) – a instituição já tem um sistema completo de energia solar funcionando no topo da construção, junto com o belo jardim. E, em breve, a prática pode entrar no conteúdo obrigatório do Ensino Fundamental de toda a cidade.

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De acordo com Bill de Blasio, prefeito de Nova York, US$ 23 milhões (R$ 70 milhões) vão serdirecionados à instalaçãode painéis solares em 24 escolas públicas até o próximo verão. A ideia é que mais professores possam aplicar ao dia a dia as lições que os alunos aprendemnas salas de aula.

Vicki Sando contou ao jornal americano “Capital New York” que, juntamente com seus alunos, faz conexões entre calculadoras solares e plantas, que são pequenas células solares. A instalação permite que os jovens possam entender como geradores de energia limpa funcionam e qual a importância do seu uso para um meio ambiente.

“Essencialmente, a ideia permite que os alunos percebam a utilidade da energia limpa. Trata-se de uma geração que vai crescer em um mundo com escassez energética e de recursos naturais. A mudança de conceito e conduta pode fazer toda a diferença na sobrevivência das próximas gerações”, disse Vicki.

Depois disso, a comunidade escolar iniciou um financiamento coletivo por meio do site Indiegogo para arrecadar os US$ 12.750 (US$ 39 mil) necessários à criação de um guia no formato de e-book para cada instituição poder desenvolver seu próprio painel solar.

O futuro em construção

Os futuros moradores da Ilha Pura conviverão em um espaço com múltiplas soluções em sustentabilidade. O projeto foi considerado o primeiro bairro sustantável da América Latina após receber a pré-certificação LEED ND (a mais importante chancela concedida pelo Green BuildingCouncil). Um dos mais consideráveis é o plano de redução de GEE (gases de efeito estufa) que se fez presente em todos os processos, incluindo a extração de materia-prima, sua produção e transporte. Hoje chegamos a marca de 50 mil toneladas de CO² reduzidos pela obra da Ilha Pura. Para dar uma idéia do que isso significa se essa quantidade de gás carbônico que a Ilha Pura não lançou no meio ambiente fosse convertido em energia elétrica, poderia abastecer o município de Niterói por um ano.

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No modo legado, o empreendimento traz uma série de recursos para economizar água e energia. Estima-se que na Ilha Pura, se o morador manter os mesmos hábitos de consumo anteriores, ele ainda assim ele reduzirá em 40% seu gasto com água.

Já a eficiência energética não fica para trás. Grandes medidas foram tomadas para garantir o menor consumo de energia como vidros eficientes, telhado verde, painel solar e fotovoltaicos.

Na mobilidade, bicicletários, ciclovias e a integração com a linha do BRTs possibilitam fácil deslocamento do morador. Além disso, totens para recarga de bicicletas elétricas dentro do parque e garagens com carregadores até para carros elétricos, fazem parte do que está por vir em um futuro não tão distante.