Acesso aos alimentos orgânicos direto do produtor

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A ideia dos publicitários Victor Piranda, de 29 anos, e Eduardo Boorhem, de 28, era criar um negócio que pudesse trazer mais significado para suas vidas e gerar impacto positivo no mundo. Como eram consumidores de alimentos orgânicos e tinham vivido experiências de compra desses produtos, viram aí uma oportunidade. Nascia, em 2014, o Clube Orgânico, uma plataforma online que conecta consumidores a produtores locais por meiode um modelo de assinatura anual, mais econômico para as pessoas e sustentável para o planeta. Agora, a novidade é que o clube é mais um parceiro de Ilha Pura.

Na prática, explica Eduardo, é como se você se tornasse sócio de uma horta coletiva e recebesse em troca os frutos dessa relação: uma cesta de alimentos orgânicos certificados, frescos, livres de veneno, colhidos de acordo com a sazonalidade e entregues em menos de 24h, como se viessem do quintal da sua casa. Ele frisa que a parceria com Ilha Pura permite que se trabalhe o aspecto cultural que envolve o alimento: as relações que vão muito além do produto em si.

“O ambiente do condomínio, que engloba pessoas tão distintas umas das outras, é perfeito para promover ainda mais interações, como eventos, cozinha ao ar livre, feiras e experiências que enriqueçam a vida em comunidade. Porque quem faz junto, faz mais”.

O serviço é todo online e o consumidor escolhe em uma lista de produtores disponíveis no site (www.clubeorganico.com). Hoje, o clube trabalha com cestas de alimentos básicos em dois tamanhos, incluindo verduras, legumes, raízes, temperos e, em alguns casos, frutas. Para se associar, é preciso pagar uma taxa anual de matrícula, no valor de R$ 100, e o custo médio mensal é de R$ 200, variando para cada produto/produtor.

Já são quase 300 associados na cidade do Rio, nos bairros da Zona Sul, além de Grande Tijuca (Tijuca, Vila Isabel e Grajaú) e Barra, com entregas em casa ou em pontos de retirada nas regiões. A demanda é atendida por dois produtores do estado: David Sorrentino, de Nova Friburgo, e Renato Agostini, de Teresópolis. Os planos de expansão incluem a chegada a Niterói em março e a outras capitais ao longo de 2016. Os sócios também estudam expandir a oferta de produção e trazer novos produtores, bem como aumentar a diversidade de produtos, como café, ovos, frutas e laticínios.

Os sócios já colhem os louros da iniciativa: o Clube Orgânico ficou em 2º lugar entre quase 2 mil inscritos no programa de estímulo ao empreendedorismo Shell Iniciativa Jovem; foi vencedor do voto popular do 1º Festival de Wikinomia do Brasil, o Reboot; e venceu a edição carioca do prêmio internacional de startups sustentáveis, o Sustainable Brands Innovation Open. Hoje, a plataforma está incubada na aceleradora da Arca Urbana e conta com o apoio do Sebrae-RJ em diversas frentes do projeto.

Como um dos objetivos é criar uma relação mais direta entre consumidor e produtor, as portas dos sítios estão sempre abertas e os associados são convidados a visitas de campo. Os associados também recebem noticias da horta, da produção e das pessoas que trabalham no sítio, além de receitas que ajudam as pessoas a cozinharem os alimentos da semana.

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“A ideia é mostrar que, por trás dos alimentos, existe uma linda história e um grupo de pessoas comprometidas em produzir comida de verdade. A gente acredita que só dividindo a experiência podemos aproximar verdadeiramente o campo da cidade. Essa é uma relação que vai muito além da simples troca de dinheiro por produto”.

Aproveite e clique aqui para conhecer o privilégio que o Clube Orgânico disponibilizou para você, Cliente Ilha Pura.