Eficiência dentro e fora de casa

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A escolha da profissão veio da época de criança, quando a carioca Leile Froufe assistia a filmes antigos com muitas “moças bonitas de uniforme branco” nos navios. Claro, o gosto pela matemática e pela física também nortearam a opção. Resultado: ela é engenheira naval. Casada, mãe de dois filhos – Giulia, de 14 anos, e Eduardo, de 7 –, 45 anos, Leile é gerente sênior de uma multinacional, onde trabalha desde 1992, quando começou como estagiária. Nesta edição que comemora o Dia Internacional da Mulher, Ilha Pura & Você faz um perfil da futura moradora do Edifício Gaudí, que é a cara da mulher moderna, que “assovia e chupa cana” ao mesmo tempo. Ou melhor, lidera uma equipe de dez pessoas no trabalho, cuida da casa, planeja e acompanha a rotina dos filhos, corre, pedala, tem aulas de teclado, faz trabalhos manuais e, ainda por cima, não perde o bom humor.

Não que tudo isso seja fácil: ser mãe e executiva dá trabalho, diz Leile.

“Eu tenho uma amiga que diz: ’ou você é boa mãe ou você é boa profissional, porque as duas coisas ao mesmo tempo não dá’.  Respeito a opinião dela, mas não concordo. A minha equipe gosta do meu trabalho e me considera uma boa líder. Nunca deixei de cumprir com um compromisso de trabalho ou falhei num prazo de entrega. Muitas vezes fiquei além do horário normal para atender às demandas”, comenta.

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Quanto aos filhos, por meio do diálogo, Leile consegue deixar claro que são prioridade em sua vida: “Sempre coloco os dois para dormir e leio histórias. Mas, eles também entendem que já houve vezes em que não pude fazer isto. Eles sabem que não sou eu que posso levar ou buscar na escola diariamente. Mas também nunca faltei a uma comemoração na escola, feira de ciências ou consulta médica por causa do trabalho. Busco o equilíbrio. Obviamente, eu abro mão de coisas para mim mesma. É preciso ter compreensão de todos os lados, apoio do marido. Mas eu acho que dá para conciliar os diferentes papéis sim. É difícil, mas dá”.

As decisões da família são tomadas pelo casal, mas, diz a engenheira, se o assunto é o gerenciamento da casa, quem manda é ela.

”Certa vez, aconteceu um fato engraçado: meu marido brigou comigo falando que eu queria mandar em tudo. Algumas horas depois, no mesmo dia, eu falei, sem alterar o tom de voz: ‘Olha só, quem gerencia a casa? Quem cuida da empregada? Quem cuida do lanche das crianças? Quem cuida dos dias de atividades das crianças? Quem faz isso e aquilo? Eu, certo? Então, enquanto eu gerenciar, eu mando. Mas meu cargo está disponível, pois ele me dá muito trabalho. Se você quiser, eu passo para você e você vai poder mandar em tudo.’ O que ele respondeu? Leile conta: ‘Você está certa. Você cuida de tudo. Então, você manda’. Simples assim! A gente entende que não é uma questão de quem manda ou quem não manda. É simplesmente uma questão de quem organiza e gerencia. Essa pessoa sabe o que tem que ser feito. Existem famílias nas quais o homem cuida de tudo e, por esse motivo, ele toma as decisões. Não, simplesmente, por ser homem”.

A engenheira naval defende a maior participação da mulher no mercado de trabalho e diz que a tomada de decisões depende somente da capacidade profissional:

“Eu conheço homens que são péssimos para tomada de decisões, mas também conheço outros que são ótimos. Assim como mulheres. Acho que a tão esperada igualdade de gêneros na sociedade só vai acontecer quando tanto homens quanto mulheres deixarem de ser machistas. Enquanto os homens continuarem valorizando homens por serem homens e mulheres aceitarem ser desvalorizadas por serem mulheres, a gente não vai avançar”.

Quando não está trabalhando, Leile gosta mesmo é de ficar com o marido e os filhos. Mas, quando eles estão dormindo, domingo cedinho, ela está correndo na rua, para levar uma medalha para casa. Três vezes por semana, a engenheira faz aulas de spinning e, uma vez por semana, de teclado. Leile não se considera vaidosa:

“Passo uma hora sofrendo no spinning para manter a forma e a saúde, mas só. Não faço tratamentos de beleza, não frequento salão para cuidar dos cabelos nem fazer as unhas semanalmente. Uso alguns creminhos em casa… Mas, sim, eu vou à podóloga, pois adoro ver meus dedinhos dos pés lindos (risos). Não uso maquiagem para sair de casa no dia a dia, mas fiz um curso de automaquiagem para me embelezar quando tenho algum evento. E sim, tenho muita maquiagem! Gosto de andar de short, camiseta e chinelo, mas trabalho de vestido e salto alto. Os vestidos, aliás, são minha marca registrada: assim, não tenho que gastar horas tentando combinar blusa e saia ou calça! Não faço questão de estar arrasando, mas também não acho legal não estar apresentável”.

A ideia de se mudar para Ilha Pura partiu do marido. Mas Leile se encantou com a proximidade da praia e com as opções de lazer do condomínio.

“Vivi toda minha infância e adolescência em casa. Depois, fui morar num apartamento no Recreio. A praia era meu quintal. Quando me casei, meu marido quis comprar uma casa. Confesso que foi difícil me distanciar da praia. Quando ele mencionou Ilha Pura, eu fiquei apreensiva: já tinha me acostumado com a nossa casa, nosso jardim, nossa privacidade. Mas a proximidade da praia e a busca por uma melhor qualidade de vida e lazer para nossos filhos me animaram. Eu tenho a expectativa de que eles poderão interagir mais com pessoas da idade deles. E a vista do apartamento é incrível, fiquei fascinada!”, comenta.